Cabe a um brilho, um simples brilho, iluminar toda uma escuridão. Posso ter vários caminhos, diferentes alternativas, mas quem me garantirá que quando tudo ficar escuro, vou ter o simples brilho? Já se apagou uma vez, e você estava lá e me iluminou. Um passo com quatro pernas, uma respiração com quatro pulmões, uma vida com dois corpos! Essa sim é minha vida.
Estávamos ansiosos pela viagem. Apesar de milagre de acontecer nossa viagem não poderia faltar alguns obstáculos tentando fazer com que não fosse tão perfeito como desejávamos. Chegando finalmente no nosso destino, a fantástica Ilha do Mel. Fomos direto para o hotel, antes de abrir a porta do quarto, aqueles olhos me fisgaram, brilhando por estarmos juntos e viajando, passando um tempo só nosso e sem mais. Abri a porta, entramos, jogamos as malas ao lado do frigobar, analisamos o banheiro e o resto do quarto. Estava tudo em ordem, até que nosso olhar nos paralisou, ela em frente o banheiro e eu em pé na frente da cama, como sem em nossos olhares já conversávamos, ela correu e deu um pulo, o mais lindo pulo. Parecia salto em altura, Meu Deus!!! No primeiro momento pensei “ahhhh, veja se não és minha princesa, linda!”, no segundo momento onde ela parecia imitar o homem-aranha, prestes a cai em minha cabeça eu pensei “ woooow, Fodeu!”. Como todo poder concebido a mim, agarrei minha princesa serelepe abraçando suas costas enquanto ela me envolvia com suas pernas na minha cintura e seus braços em volta do meu pescoço. Caímos na cama, ela me beijou e simultaneamente, incrivelmente, nós falamos “eu te amo tanto!”. Ali, bem ali, naquela cama, foi criado um ninho de amor, de muito amor e carinho. Decidimos descansar um pouco por causa da viagem longa, para depois aproveitar o Maximo da ilha e das molas do colchão. Sendo assim, ela deitou no meu peito me olho e disse lindamente “rooonnnck” zzzZzZzZZzz. Ela tinha capotado em mim.
O melhor foi quando sai correndo para abraçar minha princesa, onde ela estava em pé em cima de um degrau relativamente grande e ela me abraçou, eu a abracei e desci-a no mesmo nível que estava. Fomos tomar nosso rumo e na caminhada entre trocas de olhares um mão pegou em meu braço. Olhei para o lado a mão era de um velhinho bem sorridente. Ele me parou e me disse, eu já imaginando que iria querer me bater ou reclamar, “da ultima vez que carreguei minha patroa que nem você a carregou eu tive que casar!”. O que mais me tocou que ele falou com muito orgulho e achei super lindo e nós nos olhamos e eu disse “já era, terá que casar comigo!” e sutilmente com um beijo ela me disse “é o que mais quero”.
Um sutil beijo em sua pele, suavemente na preciosa marca que lhe diferencia de todos do mundo. Fechando e abrindo a boca delicadamente, beijando suas pernas, aquela curvinha, que origina freneticamente um arrepio dos dedos do pé até o ultimo fio de cabelo. Hum, até o ponto certo, onde sua mão passa pelo meu cabelo, o seu corpo se contorce, sua cabeça vira de lado, seus lábios tentam cometer suicídio se mordendo, seus olhos virando, sua cabeça girando como se estivesse em outra sintonia, uma energia de muito amor emanada pelo seu corpo se espalha pelo quarto e se prende ao meu corpo. O suspiro involuntário que você solta como um grito preso dentro do peito. É quando não sinto mais meu corpo, me encontro em uma outra sintonia, como se flutuasse e não existisse gravidade, e a gravidade é de estar simplesmente apaixonado e tomado por um amor verdadeiro.
